Oswald de Andrade: Biografia Resumida, Vida e Obras

Oswald de Andrade

Oswald de Andrade está entre os nomes mais consagrados da literatura brasileira, graças principalmente ao papel que esse escritor desempenhou no Movimento Modernista. Para saber detalhes quanto à vida e obra desse grande escritor, confira nosso artigo.

Oswald de Andrade – biografia resumida

  • Nome completo: José Oswald de Sousa de Andrade
  • Data de nascimento: 11/01/1890
  • Local de nascimento: São Paulo – SP
  • Atuou como: escritor, ensaísta e dramaturgo
  • Casou-se três vezes, com: Tarsila do Amaral (de 1926 a 1930), Patrícia Rehder Galvão (de 1930 a 1935) e Maria Antonieta D’Aikmin (de 1944 a 1954)
  • Data de falecimento: 22/10/1954 (aos 64 anos)

Principais contribuições para a literatura brasileira

A principal marca de Oswald de Andrade para a literatura foi sua participação ativa no movimento modernista, sendo até hoje um dos nomes mais lembrados desse período. Juntamente com a pintora Anita Malfatti, o escritor Mário de Andrade e outros importantes intelectuais da época, Oswald organizou a memorável Semana de Arte Moderna de 1922.

As obras de Oswald de Andrade são caracterizadas pela forte presença da realidade brasileira. Inclusive, o escritor liderou o movimento de valorização da cultura nacional e distanciamento da influência estrangeira.



A atuação de Oswald foi essencial para a cultura brasileira na primeira metade do século 20 e as obras desse importante escritor foram determinantes para o surgimento de dois importantes movimentos culturais brasileiros ocorridos na década de 60: o concretismo e o tropicalismo. Em uma frase, podemos dizer que Oswald de Andrade foi um dos maiores buscadores de uma identidade da arte brasileira.

Oswald de Andrade – vida

Oswald de Andrade nasceu em uma família rica e desde cedo apresentava grande interesse nos estudos. Em 1909 iniciou o curso de Direito na Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo, e formou-se no ano de 1919.

Oswald fez diversas viagens e morou por algum tempo na Europa, tendo feito estudos principalmente na França. Movido por esses novos conhecimentos, retornou ao Brasil com grande vontade de contribuir para a cultura brasileira de uma forma diferente – valorizando as características do nosso povo.

Ao lado de outros importantes intelectuais como Mário de Andrade e Anita Malfatti, Oswald de Andrade organizou a Semana de Arte Moderna, um dos eventos culturais mais significativos e até hoje lembrado e estudado. Em 1922, o escritor publicou seu primeiro livro “Os Condenados”. No ano de 1924, começou o movimento Pau-Brasil, caracterizado pelas ideias de nacionalismo e valorização de uma arte genuinamente brasileira.

No ano de 1945, Oswald de Andrade fez um concurso para a cadeira de literatura brasileira na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, obtendo o título de livre-docente. Oswald de Andrade faleceu aos 64 anos, tendo deixado um grande legado para a arte e cultura no Brasil.

Oswald de Andrade – obras

  • 1922 – Os Condenados (romance)
  • 1924 – Memórias Sentimentais de João Miramar (romance)
  • 1925 – Manifesto Pau-Brasil
  • 1925 – Pau-Brasil (poesias)
  • 1927 – Estrela de Absinto (romance)
  • 1927 – Primeiro Caderno de Poesia do Aluno Oswald de Andrade
  • 1928 – Manifesto Antropófago
  • 1933 – Serafim Pontes Grande (romance)
  • 1934 – O Homem e o Cavalo (teatro)
  • 1937 – O Rei da Vela (teatro)
  • 1937 – A Morta (teatro)
  • 1943 – Marco Zero I – A Revolução Melancólica (romance)
  • 1945 – A Arcádia e a Inconfidência (ensaio)
  • 1945 – Ponta de Lança (ensaio)
  • 1946 – Marco Zero II – Chão (romance)
  • 1946 – A Crise da Filosofia Messiânica
  • 1953 – O Rei Floquinhos (teatro)
  • 1954 – Um Homem Sem Profissão (memórias)
  • 1966 – A Marcha das Utopias (edição póstuma)
  • Poesias Reunidas (edição póstuma)
  • Telefonemas (crônicas – edição póstuma)

Frases de Oswald de Andrade

Oswald de Andrade



  • “Como poucos, eu conheci as lutas e as tempestades. Como poucos, eu amei a palavra liberdade e por ela briguei. Contra a memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada. Senhor, que eu não fique nunca como esse velho inglês, aí do lado, que dorme numa cadeira à espera de visitas que não vêm.”
  • “A gente escreve o que ouve, nunca o que houve.”
  • “Aprendi com meu filho de dez anos que a poesia é a descoberta das coisas que eu nunca vi.”
  • “A alegria é a verdadeira prova dos nove.”

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Imagens: blog.estantevirtual.com.br / pensador.com