Intertextualidade – O que é, Tipos, Resumo, Conceito, Temática e Paródia

intertextualidade

A intertextualidade é um dos recursos utilizados na produção de textos das mais variadas áreas, sejam eles acadêmicos, literários, empresariais, em redações escolares etc. Para saber todos os detalhes com relação a este assunto, confira nosso post.

O que é intertextualidade

Trata-se da relação estabelecida entre dois textos, cuja criação de um novo texto ocorre mediante um conteúdo textual já existente. É muito comum que os autores façam uso desses conteúdos existentes e reconhecidos com a finalidade de embasar melhor um tema, oferecer mais informações aos leitores, defender uma ideia etc.

Como ocorre a intertextualidade

A intertextualidade pode ocorrer de duas maneiras: explícita ou implícita, sendo caracterizada de acordo com a relação existente com o texto fonte.



Características da forma explícita

  • É identificada com facilidade por parte dos leitores;
  • Exibe elementos que identificam claramente o texto fonte;
  • Faz um apelo somente à compreensão dos conteúdos;
  • Estabelece uma relação direta com o texto fonte;
  • Não requer que o leitor faça uma dedução própria.

Características da forma implícita

  • Requer que os leitores busquem conhecimentos prévios para a adequada compreensão do conteúdo abordado;
  • Não é tão facilmente identificada pelos leitores;
  • Requer que ocorra atenção, dedução, interferência e análise por parte do leitor;
  • Não há apresentação de elementos que identifiquem o texto fonte;
  • Não estabelece uma relação direta com o texto fonte.

Tipos de intertextualidade

Intertextualidade

Entre os principais tipos de intertextualidade destacam-se:

Paródia

É quando acontece uma subversão quanto à temática do texto utilizado como fonte, ocorrendo uma alteração e contrariedade de forma irônica com relação ao que foi escrito anteriormente no texto fonte. O objetivo da paródia é estimular uma reflexão crítica utilizando recursos do humor.

Exemplo:

“Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé.” (dito popular)

Se Maomé não vai à montanha, a montanha vaia Maomé.” (paródia)



Alusão ou referência

Acontece quando há insinuação ou sugestão com relação a determinada personalidade, acontecimento, personagem, obra, local etc., ocorrendo a intertextualidade por meio de características simbólicas (e não de forma direta).

Exemplo:

A mais bela de todas era Helena – a minha filha e não a outra.

A frase acima faz alusão a Helena de Troia, apontada como a mulher mais bela do mundo.



Paráfrase

Neste caso, a intertextualidade ocorre na temática, acarretando uma reafirmação com relação às ideias apontadas no texto fonte.  Há a utilização de um tema previamente explorado por outro autor, sendo utilizado na criação de um texto novo que possui estilo e estrutura própria.

Exemplos:

“Minha terra tem palmeiras / onde canta o sabiá…” (Canção do exílio, Gonçalves Dias)

“Moro num país tropical / abençoado por Deus / e bonito por natureza…” (País Tropical, Jorge Ben Jor)

Tradução

Consiste na transformação de um texto elaborado em língua estrangeira para a língua nativa utilizada em um país específico.  A tradução é um tipo de intertextualidade pelo fato de acarretar variadas interpretações e usos diversos de expressões.

Exemplos:

Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura, jamás.” (Che Guevara)

Tradução: “É preciso ser duro, mas nunca perder a ternura, jamais.”

“We loved with a love that was more than love.” (Edgar Allan Poe)

“Nós amamos com um amor que era mais do que amor.”

Citação

É quando a intertextualidade acontece de maneira direta, ocorrendo a reprodução de uma parte do texto fonte. Nesse caso, existe uma transcrição de palavras utilizadas pelo autor do texto fonte, sendo elas destacadas com aspas (“) e identificação do autor. O uso da citação tem como objetivo oferecer maior credibilidade ao novo texto.

Exemplo:

Como dizia Rubem Alves: “não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses.”

Pastiche

Consiste na imitação direta quanto ao estilo de outros autores, fazendo uma mistura desses diferentes estilos numa mesma obra. O pastiche ocorre como uma criação independente sem o objetivo de satirizar ou criticar, sendo esse estilo muito usado em músicas.

Exemplo:

“Quis gravar “amor”
no tronco de um velho freixo:
“Marília”, escrevi.”
(Manuel Bandeira)

Epígrafe

É quando o autor usa determinada passagem do texto fonte para começar um texto novo, sendo estabelecida uma relação dessa passagem com a criação de uma obra nova. Esse tipo de intertextualidade é bastante utilizado em trabalhos acadêmicos.

Exemplo:

“Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.” (Paulo Freire)

Como é possível observar, a intertextualidade pode acontecer de diversas maneiras, já que todo novo texto na maioria das vezes é inspirado em outros conteúdos.

Imagens: shutterstock.com / exame.abril.com.br



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