Aposto – explicativo, enumerativo, resumitivo e especificativo

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O aposto é um dos recursos utilizados na Língua Portuguesa com o objetivo de favorecer a qualidade de textos, sejam eles acadêmicos, literários ou jornalísticos. Para compreender melhor do que ele se trata, quais são os tipos e em quais situações empregar cada um deles, confira nosso post.

O que é aposto?

Trata-se de um termo acessório da oração, sendo sintaticamente associado a outro termo da oração e utilizado com o intuito de detalhar, esclarecer, explicar, enumerar, desenvolver, comprar, resumir ou especificar esse outro termo ao qual ele está associado, melhorando a compreensão do texto.

Como o aposto aparece?

Esse termo ocorre antes ou depois do termo ao qual ele faz referência, podendo ser destacado (ou não) por recursos de pontuação, tais como travessão, vírgula, dois-pontos etc.

É comum também que este termo acessório seja precedido de expressões ou de preposições explicativas. Exemplos: como, isto é etc.

Alguns exemplos de aposto

  1. Tenho apenas um sonho na vida: ter paz.
  2. O professor mais experiente da Universidade, Dr. Marcelo é admirado por todos.
  3. Aqueles dois rapazes – o Rodrigo e o Augusto – ficaram trabalhando até tarde.
  4. Visitei a cidade de Bento Gonçalves e adorei.

Veja quais são os 7 tipos de aposto

1 – Explicativo

Como o próprio conceito sugere, é empregado com o objetivo de esclarecer ou explicar um determinado termo da oração, sendo geralmente destacado por travessões, vírgulas ou parênteses.

Exemplos:

  • Carolina, a melhor colaboradora da empresa, obteve excelente participação nos lucros.
  • Aquelas duas vendedoras – a Priscila e a Amanda – obtiveram boas comissões.

2 – Enumerativo

É utilizado para enumerar partes que constituem um termo da oração, sendo costumeiramente separado por vírgulas, travessão ou dois pontos.

Exemplos:

  • Em nossos líderes, valorizamos sobretudo duas características: ética e determinação.
  • Já viajei por diversos países: Inglaterra, França, Itália e Dinamarca.

3 – Resumitivo

Também chamado de resumidor ou recaptulativo, esse tipo de aposto é usado para resumir em uma só palavra diversos termos da oração.

Exemplos:

Bebidas, salgados, sobremesas e lembrancinhas, tudo preparado para o aniversário.

Saúde, prosperidade, paz e alegria, isso é o que eu quero para o próximo ano.

4 – Especificativo

É utilizado com o intuito de individualizar ou especificar um termo genérico empregado na oração, sendo ligado diretamente ao termo ou associado por meio de uma preposição. Geralmente não é destacado por sinais de pontuação e faz referência, na maioria das vezes, a nomes próprios.

Exemplos:

  • O escritor Fernando Pessoa foi homenageado em um evento da nossa escola.
  • A avenida Marechal Floriano Peixoto é a principal da cidade.

5 – Comparativo

Como o próprio nome sugere, consiste em um termo que serve para estabelecer uma comparação entre um determinado termo da oração com alguma outra coisa, sendo geralmente destacado por vírgulas.

Exemplos:

  • O menino, um pequeno gênio, tirava as melhores notas.
  • Seus olhos, misteriosos oceanos, fazem-me acreditar na vida.

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6 – Distributivo

É empregado na oração com o intuito de distribuir informações de maneira separada dos termos contidos na oração.

Exemplos:

  • Ambas são excelentes alunas, uma em literatura e outra na física.
  • Minhas filhas são diferentes: esta é alta; aquela é baixa.

7 – Aposto de oração

Também conhecido como oração subordinada substantiva apositiva, ele é empregado na oração com o objetivo de representar valor apositivo e é sintaticamente dependente de outra oração.

Exemplos:

Henrique disse que não consegue mais trabalhar, fato que me deixou bastante preocupada.

Marta não conseguiu responder nem a metade das perguntas da prova, sinalizando pouco estudo.

Diferença entre aposto e vocativo

Esses dois elementos são costumeiramente confundidos. Para diferenciá-los corretamente, é importante lembrar que, enquanto o aposto gera uma função sintática com outro termo utilizado na oração, o vocativo é caracterizado por ser um termo independente, aparecendo no começo, meio ou final das frases. Além disso, o vocativo não estabelece relação sintática com outros termos da oração.

Por ser um termo independente, o vocativo não pertence ao sujeito ou ao predicado, sendo caracterizado como uma invocação, chamamento ou apelo utilizado no discurso direto.

Exemplos de vocativo:

  • Escute, querido, o que eu estou dizendo!
  • Mariana, você pretende demorar muito?

Exemplo de diferença entre aposto e vocativo

Vocativo: Luíza, venha jantar!

Aposto: Aquela menina, a Luíza, ainda não jantou.

21 dicas de livros de Língua Portuguesa

Para entender ainda mais sobre esses recursos do nosso idioma e muitos outros aspectos que envolvem a norma culta da Língua Portuguesa, nada melhor que saber quais são os livros mais indicados para professores, concurseiros, alunos, escritores, redatores e demais profissionais que lidam cotidianamente com o uso da palavra. Esses livros são:

1 – Guia Prático do Português Correto – Volumes 1, 2, 3 e 4 – Ortografia, Morfologia, Sintaxe e Pontuação (Cláudio Moreno).

2 – Nova Gramática do Português Contemporâneo (Celso Cunha e Lindley Cintra).

3 – Como Escrever Bem (William Zinsser).

4 – Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.

5 – As Dúvidas de Português mais comuns em concursos (Fernando Pestana).

6 – Moderna Gramática Portuguesa (Evanildo Bechara).

7 – Tirando de Letra – Orientações simples e práticas para escrever bem (Chico Moura e Wilma Moura).

8 – Escrevendo pela Nova Ortografia (Instituto Antônio Houaiss).

9 – Guia Prático da Nova Ortografia (Maurício Silva e Elenice Alves da Costa).

10 – Dicionário Prático de Regência Nominal e Verbal (Celso Pedro Luft).

11 – Interpretação de Textos e Semântica para Concursos (Marcelo Rosenthal, Lilian Furtado, Tiago Omena e Pedro Henrique).

12 – Gramática para Concursos (Marcelo Rosenthal).

13 – Nova Ortografia da Língua Portuguesa (Domício Proença Filho).

14 – Gramática Completa para Concursos (Nilson Teixeira de Almeida);

15 – Gramática Metódica da Língua Portuguesa (Napoleão Mendes de Almeida).

16 – Português para Concursos – Teoria e 900 questões (Renato Aquino).

17 – Comunicação em Prosa Moderna (Othon M. Garcia).

18 – A Gramática para Concursos Públicos (Fernando Pestana)

19 – Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa.

20 – Truques da Escrita (Howard S. Becker).

21 – Escrever e Argumentar (Ingedore Villaça Koch e Vanda Maria Elias).

Esse conteúdo é essencial tanto para maior conhecimento quanto às regras da Língua Portuguesa quanto no uso de diversos recursos linguísticos, tais como o aposto e inúmeros outros, melhorando a qualidade dos textos, sejam eles acadêmicos, de provas de concursos ou vestibulares.

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